terça-feira, 14 de abril de 2015

SEITAS OU REFUGIADOS

 
Editorial

 


À cada esquina e lugar, nascem, todos os dias, em quintais próprios ou arrendados, novos locais de oração, ou seja, pequenas congregações que aqui chamamos de Seitas. Só nos municípios de Luanda e Belas, temos pouco menos de 100 Seitas que algumas alegam estar devidamente reconhecidas pelo Ministério da cultura.

Pequeno grupo religioso no interior do Cassequel do Buraco
 

Segundo Fernão Capelo Gaivota, o ser humano quer ir além dos limites da existência terrestre e voar até aos espaços do infinito. A busca e a vivência de Deus fazem parte integrante do homem e da mulher. Logo, a religião é um espaço e uma ajuda para a procura e a esperiência do Divino.
Na Socedade moderna, o desejo do Absoluto, particularmente os jovens não se sentem identificados e valorizados nas relgiões e igrejas tradicionais. A partir do fim do século passado, após a década de 60, surgem novas religiões, cheias de vitalidade e dinamismo, que procuram, sobretudo, os jovens e surgem principalmente nos grandes centros urbanos. São estas que genericamente se chamam seita. São muitas vezes os jovens a procurar nas seitas o calor humano que não encontram noutros espaços, os valores espirituais que lhe dão segurança, o trascendente que a sociedade tecnológica quer ignorar.
A palavra seita deriva dum verbo latino que significa seguir. As seitas são geralmente formadas por desistentes de alguma comunidade maior que seguem um iluminado. Nestes grupos predomina a sugestão emotiva e a certeza de serem eleitos, salvos e melhores.
Existem os grupos desistentes do cristianismo. São de inspiração judaico-cristã que têm por base a mensagem do cristianismo, já que todos se afirmam cristãos! Caracterizam-se pelo uso exaustivo e abusivo da Bíblia da qual fazem uma leitura à letra, por uma adesão radical e ostensiva, pela espera do final dos tempos que accontecerá brevemente.
                                                          

                                       

 

 

 

 

                                             José Erasmo de Almeida

                                             Director geral

                                               

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